Yellow people ... A cor da presença
Esta semana li um post sobre o conceito de yellow person . A expressão ficou comigo. Falava daquelas pessoas a quem podemos confiar o que sentimos, que nos escutam com disponibilidade e atenção, sem julgar, sem diminuir a nossa inquietação, sem a cobrir depressa com uma frase que já foi dita a toda a gente. Pessoas que permitem que aquilo que trazemos no peito chegue inteiro, sem lhes atirar um "isso já passa", ou "Não penses nisso agora"... Reconheci algumas dessas presenças na minha vida. Ao pensar nelas, encontrei sobretudo uma sensação: a de poder falar antes de ter compreendido tudo, de entregar uma frase ainda incompleta e sentir que alguém me entende, de poder admitir uma contradição e não ser julgada por isso, de procurar, na companhia de alguém, o sentido daquilo que me acontece. Há uma intimidade verdadeiramente profunda em sermos recebidos antes de conseguirmos explicar-nos. Grande parte da vida passa-se nesse intervalo entre sentir e comp...