Dois pais
Hoje é Dia do Pai. E hoje penso muito em dois. No pai que os meus filhos tiveram a sorte de encontrar — e no pai que eu tive a sorte de ter. O pai que dei aos meus filhos é tudo aquilo que eu sempre desejei que fosse. Companheiro. Divertido. Brincalhão. Parceiro de aventuras. Um pai presente desde o primeiro instante. Daqueles que não ficam apenas à margem da infância, mas entram nela com os dois pés. Que se sentam no chão para brincar, que escutam com atenção, que sabem quando é preciso rir e quando é preciso explicar o mundo com calma. Foi ele quem esteve ao lado deles nos trabalhos de História e de Geografia. Quem passou horas a explicar conceitos de Física e de Geometria Descritiva, não apenas para resolver exercícios, mas para despertar curiosidade. Porque há pais que ensinam respostas. E há pais que ensinam a pensar. Também houve longas conversas. Partilhas. E aquelas chamadas de atenção que todos os filhos precisam de ouvir — mas dadas sempre com uma paciên...