💔 Amizades que acabam: fim do mundo ou começo de crescimento?
Há despedidas que não têm cerimónia. Não há discursos preparados, nem portas a bater, nem uma última conversa que explique tudo com clareza. Às vezes há apenas um afastamento lento: mensagens que deixam de ser diárias, conversas que perdem profundidade, risos que passam a ser educados. E um dia percebemos, quase sem saber exatamente quando aconteceu, que já não é igual. E isso dói. Dói porque, seja em que idade for, as amizades não são pequenas. São intensas. São abrigo. São identidade. As amigas não são apenas pessoas com quem se passa tempo; são testemunhas daquilo que estamos a descobrir sobre nós mesmas. Sabem de quem gostamos, do que temos medo, das inseguranças que escondemos atrás de gargalhadas. Sabem versões nossas que, muitas vezes, nem nós conhecemos. Quando uma amizade muda ou termina, não parece apenas uma perda externa. Parece um abalo interno. Surge a pergunta silenciosa: “Se já não somos ‘nós’, quem sou eu agora?” E essa pergunta é mais profunda do que parece. V...