Regressar também é uma forma de amor
Há viagens que nos levam para longe e, sem darmos conta, nos devolvem ao lugar certo. Londres foi extraordinária. Cinco dias cheios. Cinco dias de ruas, passos, mapas, mercados, museus, teatros, musicais, luzes, conversas, gargalhadas, cansaço bom e aquela sensação rara de se estar exatamente onde se devia estar. Londres no seu melhor: imensa, viva, antiga e moderna ao mesmo tempo, sempre com pressa, sempre com charme, sempre a dizer-nos que o mundo é muito maior do que a nossa rotina. Foram dias de vida londrina. De andar sem parar. De entrar no metro e sair noutra cidade dentro da mesma cidade. De atravessar ruas com nomes que parecem saídos de livros. De olhar montras, fachadas, jardins, mercados, pontes, teatros e perceber que há lugares que nos acordam por dentro. Londres tem essa capacidade: faz-nos sentir pequenas diante da sua grandeza, mas também nos empresta uma espécie de coragem elegante, como se nos dissesse: vai, vê, experimenta, vive. E vivi. Vivemos. Porque...