Sobre acreditar sempre
Há textos que não nos ensinam apenas conceitos. Confirmam-nos. Li recentemente um documento sobre aprendizagem académica e aprendizagem socioemocional e senti, em muitas linhas, que estava ali escrita uma parte daquilo que sempre acreditei sobre educação. Não como teoria distante, não como moda pedagógica, não como palavra bonita para colocar em documentos oficiais, mas como chão. Como prática. Como forma de estar diante de quem aprende. Porque eu nunca consegui separar a cabeça do coração. Nunca consegui olhar para um estudante e ver apenas uma nota, uma ficha, um teste, um exame, uma dificuldade em Matemática, uma falta de método, uma distração ou uma resposta errada. Vejo sempre uma pessoa inteira. E as pessoas inteiras não entram na sala de aula deixando a vida lá fora. Entram com sono, medo, insegurança, entusiasmo, pressa, vergonha, histórias familiares, expectativas, feridas, sonhos, dúvidas e, tantas vezes, uma enorme vontade de conseguir, mesmo quando dizem que não quere...