Gostaria sempre de ti ...
Preocupo-me cada vez menos em parecer. Parecer mais segura, mais conveniente, mais próxima daquilo que os outros esperam de mim. Há um cansaço particular em vigiar cada palavra, em esconder o entusiasmo, em disfarçar uma tristeza só para sermos mais fáceis de aceitar. E eu gosto demasiado da liberdade de ser quem sou. Gosto de poder dizer que não sei. De me comover com uma coisa pequena, de fazer perguntas, de mudar de opinião quando descubro alguma coisa que me obriga a pensar melhor. Gosto de rir sem calcular a elegância do riso. De conversar sem estar a preparar uma personagem que possa agradar a quem me ouve. Talvez a profundidade comece aí, nessa disponibilidade para estar inteiro diante de alguém. Pode existir numa conversa simples, numa brincadeira, numa pergunta cuja resposta se quer verdadeiramente ouvir. Há pessoas que entram na nossa vida e acrescentam espaço. Ao lado delas, conseguimos pensar com mais liberdade, dizer o que nos custa, experimentar uma versão...