A verdade da mentira
Ser verdadeira é ter coragem. Coragem de dizer — sem filtros nem disfarces — que não, nem todos os dias brilham do mesmo modo. Que não, nem sempre estou a mil, cheia de energia, entusiasmo e certezas. E, ainda assim… está tudo bem. Há uma honestidade tranquila em assumir isso. Uma espécie de libertação silenciosa que acontece quando deixamos de fingir que somos sempre fortes, sempre produtivos, sempre certos. Ser de verdade é isto: não ter medo de abraçar o caos. O caos dos dias imperfeitos, das dúvidas que chegam sem aviso, dos medos que se instalam sem pedir licença. É aceitar a vida como ela é — inteira, crua, às vezes contraditória. Com problemas, dissabores, incongruências e aquelas pequenas rasteiras que nos fazem tropeçar quando achávamos que já sabíamos o caminho. Viver não é estar sempre bem. É continuar mesmo quando não estamos. É sentir ansiedade por coisas pequenas — e não fingir que não sentimos. É reconhecer o aperto no peito, a inquietação, a vontade de par...