Quando os filhos crescem...
Há uma coisa curiosa que ninguém nos diz a nós mães quando os filhos nascem. Dizem-nos muitas coisas, é verdade. Falam das noites mal dormidas, das fraldas, das birras, das primeiras palavras, dos primeiros passos. Avisam-nos que vai ser cansativo, que vai ser intenso, que a vida nunca mais será a mesma. Tudo isso é verdade. Mas esquecem-se de dizer uma coisa essencial: eles crescem. E crescem depressa. No início parecem sempre pequenos demais para o mundo. Cabem nos nossos braços, dormem encostados ao nosso peito e olham para nós como se fôssemos o lugar mais seguro do universo. Depois, sem aviso prévio, começam a andar. E quando começam a andar, começam também a afastar-se um pouco. Primeiro são dois passos inseguros pela sala. Depois são corridas no parque. Depois são portas que se fecham para estudar, amigos que aparecem, mundos próprios que começam a nascer. E nós vamos percebendo, devagarinho, que educar um filho é também aprender a deixá-lo partir. Há pequena...