Ser forte todos os dias cansa — e está tudo bem
Há uma expectativa silenciosa colocada sobre muitas mulheres: ser forte. Sempre. Em todas as circunstâncias. Ser a que aguenta, a que resolve, a que organiza, a que apoia, a que continua mesmo quando está exausta. A que sorri enquanto carrega mais do que devia. Ser forte tornou-se quase um elogio obrigatório. “Ela é tão forte.” Diz-se com admiração. E é bonito reconhecer resiliência. O problema começa quando a força deixa de ser escolha e passa a ser obrigação. Porque a verdade é simples e pouco dita: ser forte cansa. Cansa ser a adulta funcional quando por dentro só se queria colo. Cansa ser a equilibrada quando as emoções estão desalinhadas. Cansa ser a que entende tudo, perdoa tudo, resolve tudo. Cansa ser a versão estável quando o mundo interno está em tempestade. Há um tipo de força que é saudável — aquela que nasce da coragem, da autonomia, da capacidade de enfrentar a vida. Mas há outra força, mais silenciosa e pesada, que é construída à base de contenção constante. Eng...