De Natal para Alfândega da Fé; de Alfândega da Fé para a vida
Alfândega da Fé não me trouxe apenas conhecimento académico. Trouxe-me reencontros com amigas antigas, abraços que já tinham história, conversas retomadas no ponto exato onde a vida as tinha deixado em suspenso. Trouxe-me também os meus professores, essa espécie rara de pessoas que nos ajudam a pensar melhor e, por isso mesmo, nos ajudam a ser um pouco mais inteiros. Mas Alfândega da Fé trouxe-me ainda outra coisa. Trouxe-me o Manoel e a Natália. E há encontros que parecem não precisar de apresentação demorada. Acontecem como se já viessem com caminho feito por dentro. Chegam, sentam-se ao nosso lado, riem connosco, partilham uma mesa, uma conversa, uma ideia, uma inquietação, e de repente percebemos que aquela pessoa já entrou. Não pela porta principal, com cerimónia, mas por uma dessas janelas discretas por onde entram as coisas boas. Vieram do Brasil, de Natal, trazendo no corpo esse som de sol que algumas pessoas têm. Há gargalhadas que não são apenas gargalha...