PHDA - Quando vivemos em velocidade invisível
Viver em velocidade invisível Durante muito tempo pensei que o meu ritmo era apenas parte da minha personalidade. Diziam que eu era dinâmica, produtiva, apaixonada pelo que fazia. Eu também acreditava nisso — e, na verdade, continuo a acreditar que há beleza na intensidade com que vivo o mundo. Mas há intensidades que não são escolha. São sobrevivência. Viver com PHDA, para mim, é habitar um pensamento que raramente abranda. É ter ideias a nascerem ao mesmo tempo que outras ainda nem terminaram de existir. É sentir uma urgência constante, como se o tempo estivesse sempre um passo à frente de mim — e eu a correr para o alcançar, mesmo quando ninguém me pediu para correr. Durante anos, essa energia foi vista como capacidade. E muitas vezes também foi. Ajudou-me a construir, a criar, a cuidar, a ensinar, a estar presente para tantas pessoas. Mas existe um lado menos visível: o cansaço de quem nunca encontra verdadeiramente o botão de pausa. Descobri, co...