Há coisas que ninguém nos ensina.
Há coisas que ninguém nos ensina. Não estão nos livros da escola, nem aparecem em conversas de café quando somos mais novos. São aprendizagens silenciosas que chegam devagar, quase sempre depois de alguns anos de vida, algumas alegrias e algumas perdas. Só agora percebo que o tempo não passa mais depressa. Nós é que começamos finalmente a olhar para ele. Quando somos mais novos, o tempo parece infinito, como um caminho que se perde no horizonte. Mais tarde percebemos que ele é mais parecido com um rio: continua sempre a correr, mas já conseguimos ver melhor as margens. Também percebi que a felicidade raramente acontece nos momentos que imaginávamos. Não está nas grandes conquistas nem nas promessas que fazemos a nós próprios quando somos jovens. Está muitas vezes nas coisas mais discretas: um jantar demorado, uma conversa sem pressa, uma tarde de sol numa varanda qualquer. Aprendi também que algumas pessoas chegam à nossa vida para ficar — e outras apenas para nos ensinar a...