Há muitas maneiras de aprender
Há dias longos que acabam com uma espécie de cansaço bom. Daqueles em que o corpo pede silêncio, mas o coração fica acordado, ainda a saborear uma mensagem, uma conquista, uma meta alcançada. Há mensagens que chegam ao fim do dia e nos lembram por que fazemos isto. Por que insistimos. Por que explicamos outra vez. Por que procuramos mais uma forma, mais um exemplo, mais um caminho para chegar à cabeça — e ao coração — de cada aluno. Ver um aluno chegar longe é uma alegria muito difícil de explicar. Não é apenas a nota. Não é apenas o teste. Não é apenas o exame vencido. É perceber que, algures no caminho, aquele aluno começou a acreditar um pouco mais em si. Começou a pensar melhor. A organizar-se melhor. A olhar para a Matemática não como um muro, mas como uma linguagem que, com esforço e método, também pode ser compreendida. Ensinar Matemática nunca foi, para mim, debitar conteúdos. Paulo Freire criticava essa ideia de educação como depósito, como se o professor...