Londres, entre ruínas, jardins suspensos e saudades de casa
Há dias de viagem que parecem feitos de contrastes. Começámos por St Dunstan-in-the-East , esse lugar improvável onde Londres parece parar para respirar. Uma igreja em ruínas transformada em jardim. Pedras antigas, janelas abertas para o céu, plantas a crescerem por entre aquilo que ficou de pé. Gosto destes lugares que não escondem as marcas do tempo. Pelo contrário: fazem delas beleza. Como se dissessem que nem tudo o que se parte desaparece. Às vezes, transforma-se. Às vezes, floresce de outra maneira. Depois subimos ao Garden at 120 , e Londres apareceu-nos de cima, mais larga, mais luminosa, mais cidade. Há qualquer coisa de especial em ver uma cidade do alto. As ruas por onde andámos tornam-se linhas, os prédios tornam-se peças de um tabuleiro, e nós percebemos que somos pequenas dentro daquele movimento todo. Pequenas, mas inteiras. Pequenas, mas ali. A viver. E vivemos muito. Caminhámos. Muito. Muito mesmo. Londres é também isto: pés cansados, mapas abertos, estações d...