👨👩👧 Manual de instruções para mães (im)perfeitas
Dizem que os bebés não vêm com manual. É mentira. Vêm, sim. Só que o manual desaparece na maternidade, entre a primeira fralda mal posta, a pulseira do hospital, três conselhos contraditórios e uma enfermeira que diz “descanse” como se isso fosse uma atividade realista. A partir daí, a maternidade transforma-se numa espécie de curso avançado de improvisação com privação de sono. E nós, mães, passamos a viver num equilíbrio delicado entre o amor absoluto e a sensação persistente de que estamos a fazer tudo “mais ou menos”. Às vezes mais. Muitas vezes menos. Quase sempre cansadas. Ser mãe, hoje, tem qualquer coisa de maratona emocional com agenda digital. É preciso amar muito, organizar muito, prever muito, sentir muito e falhar discretamente, para não assustar ninguém. Há consultas, lancheiras, e-mails da escola, grupos de WhatsApp, roupa para dobrar, culpa para gerir e a permanente sensação de que há qualquer coisa importante a escapar-nos — normalmente um prazo, uma ...