Ensino Matemática com rigor, mas não ensino números a cadeiras vazias....Ensino pessoas.
Ensino Matemática há 35 anos. Escrever esta frase obriga-me a parar um pouco. Trinta e cinco anos são muitos cadernos abertos, muitos quadros escritos e apagados, muitas funções desenhadas, muitas equações resolvidas, muitas dúvidas repetidas, muitos exames preparados, muitos estudantes que chegaram assustados e saíram um pouco mais confiantes. São muitas horas de explicação, de insistência, de silêncio, de gargalhadas, de ansiedade, de vitórias pequenas e de algumas lágrimas também. Ensinar Matemática durante tanto tempo ensinou-me uma coisa que talvez não venha escrita nos programas: ninguém aprende só com a cabeça. Aprende-se com a cabeça, sim. Com raciocínio, método, memória, treino, atenção, disciplina e persistência. Mas aprende-se também com o coração. Aprende-se quando há confiança. Quando há vínculo. Quando o estudante sente que pode errar sem ser humilhado. Quando percebe que a pergunta dele não é ridícula. Quando sabe que há alguém ali, do outro lado, que não vai desi...