Há uma pobreza que não é material, mas ética e intelectual, e ela revela-se com clareza quando alguém opta por dizer mal dos outros e do seu trabalho, não por crítica construtiva, mas movido pela inveja. A incapacidade de reconhecer o mérito alheio transforma-se, muitas vezes, numa necessidade constante de desvalorização do outro, como se diminuir alguém fosse a única forma de se sentir relevante. A célebre frase “quando João fala de Paulo, diz mais sobre João do que sobre Paulo” resume com precisão esse comportamento. Quem vive apontando falhas alheias expõe, na verdade, as próprias fragilidades: insegurança, falta de competência, ausência de ética e um profundo vazio formativo. O ataque substitui o argumento, a maledicência ocupa o lugar do trabalho sério e a inveja disfarça-se de opinião. Mais grave ainda é quando adultos — que deveriam ser referência — escolhem esse caminho. Ao falar mal de outros adultos, colegas ou profissionais, e ao minar a cabeça dos alunos com coment...
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