Entre trilhos e cogumelos
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O amor, percebi, às vezes não é só mãos dadas ou palavras bonitas.
Às vezes é passar um fim de semana num festival de cogumelos, com o vento e a chuva a brincar no cabelo e o cheiro da terra molhada a entrar pelos pulmões.
É caminhar por trilhos, olhar para o chão e perceber que cada cogumelo é um pequeno milagre, e que esse milagre nos faz felizes apenas porque escolhemos nos maravilhar com ele.
É rir quando escorregamos na lama, trocar olhares enquanto tento distinguir boletos de amanitas, e perceber que, no fundo, amar também é isso: partilhar pequenas aventuras sem razão aparente.
Os workshops ensinam técnicas, curiosidades, ciência, mas a verdadeira lição está no prazer simples de aprender juntos, de descobrir, de colecionar momentos que não cabem em fotos ou histórias — cabem só no coração.
O amor é fazer algo tolinho só porque te faz feliz, sem pensar na lógica ou na produtividade. Este fim-de-semana não há matemática nem FQ...
Este fim-de-semana escolhemos passar as horas curvados entre árvores, dedos cheios de terra, olhos atentos à beleza que surge nos detalhes que ninguém mais nota.
O amor é perceber que a felicidade é pequena, discreta, mas poderosa — e que a natureza, com cogumelos, folhas, pássaros e silêncio, ensina a atenção, a leveza e a paciência.
Mas o amor ganha força quando partilhamos este prazer. Quando caminhamos lado a lado, trocamos risos, apontamos cogumelos estranhos e nos admiramos com os mesmos detalhes.
Partilhar este passatempo torna o mundo mais rico, mais colorido, mais próximo. Cada passo que damos juntos, cada descoberta, é um fio que nos une, invisível, mas firme.
E percebemos que o amor não precisa de grandiosidade para ser intenso. Basta presença, cuidado, e a alegria de encontrar magia nas coisas pequenas — cogumelos, trilhos, workshops, ou simplesmente o outro ao nosso lado.
Partilhar este passatempo torna o mundo mais rico, mais colorido, mais próximo. Cada passo que damos juntos, cada descoberta, é um fio que nos une, invisível, mas firme.
E percebemos que o amor não precisa de grandiosidade para ser intenso. Basta presença, cuidado, e a alegria de encontrar magia nas coisas pequenas — cogumelos, trilhos, workshops, ou simplesmente o outro ao nosso lado.
E quando a noite cai, sentados ao redor de uma fogueira improvisada, ainda cheirando a musgo e madeira, com um copo de vinho na mão percebemos que o amor também é isso: um estado de espírito.
É rir, observar, compartilhar, caminhar e aprender. É sentir-se vivo, inteiro, e perceber que felicidade não é algo distante, mas algo que se colhe, cogumelo a cogumelo, momento a momento.
PB
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