Halloween no centro de explicações
Entre abóboras, doces e pequenos sustos
Hoje o centro parece outro. As paredes ganharam fantasmas de papel, morcegos pendurados nas paredes e abóboras e aranhas sorridentes. Cada detalhe é pensado para provocar um arrepio divertido e, ao mesmo tempo, um sorriso genuíno.
Os miúdos chegam com os olhos arregalados, tentando adivinhar cada surpresa. Alguns correm pelos corredores, como se estivessem numa aventura, outros observam cada sombra projetada, imaginando monstros que só existem na sua imaginação. E eu observo, entre panos, fitas e luzes, percebendo que o verdadeiro encanto não está na decoração — está no efeito que ela provoca.
O riso deles enche a sala de energia. Cada “trick or treat” é uma pequena vitória da alegria sobre a rotina, cada mão cheia de gomas e chocolates é um tesouro que eles celebram como se fosse ouro. E enquanto distribuo doces e vejo os olhinhos brilharem, percebo que, por um momento, a ansiedade da escola, os horários e as tarefas desaparecem.
Há magia em coisas simples: uma teia de aranha de papel, um chocolate ou um doce colocado na mão certa. E há magia maior ainda em quem se permite celebrar a infância, mesmo que por apenas algumas horas, entre lições e exercícios.
Hoje, entre fantasmas e gargalhadas, aprendo mais do que ensino. Aprendo que a alegria pode ser planeada, mas a surpresa precisa ser genuína. E que, às vezes, o melhor “trabalho” é ver o mundo através dos olhos de quem ainda acredita em pequenos encantamentos.
Hoje, entre risos, doces e pequenos sustos, percebo que o Halloween é mais do que uma festa: é uma pausa da rotina, um lembrete de que a infância é feita de encantamento, e que, às vezes, basta decorar um espaço e encher sacos de gomas para criar magia.
PB
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