A adolescência: sempre com bugs e atualizações pendentes

A adolescência é aquele software que ninguém pediu para instalar, mas que aparece de repente no sistema. Você acorda um dia e pronto: já está em versão beta.

O adolescente vive cheio de bugs. Ora responde com silêncio absoluto (versão “modo avião”), ora explode com um “ninguém me entende!” digno de Oscar. E os pais, claro, tentam resolver com o clássico truque da informática: “desliga e liga outra vez”. Spoiler: não funciona. 😁

Cada semana surge uma notificação:

Atualização disponível: agora o adolescente chora ouvindo música triste e depois ri de um meme sobre batatas fritas.
E a atualização demora, trava, e às vezes volta pior do que antes.

A escola, coitada, funciona como antivírus. Mas em vez de corrigir falhas, às vezes só consome mais memória: trabalhos, provas, “tens de escolher já o teu futuro” — como se alguém com 15 anos conseguisse decidir se quer ser engenheiro ou dono de um food truck.

No meio disso tudo, há os pop-ups hormonais: paixões que duram três dias, dramas que parecem o fim do mundo e selfies que exigem 247 tentativas antes de serem publicadas. 😅

Mas o mais curioso é que, no fundo, a adolescência não difere tanto da vida adulta. A diferença é que o adolescente ainda admite que está cheio de bugs e não tem medo de reiniciar. Já os adultos fingem que o sistema está estável — mas vivem a dar “Ctrl+Alt+Del” em silêncio.

Vidas....




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