Wi-Fi Emocional: porque às vezes a ligação falha
Às vezes a vida parece uma sala cheia de gente ligada ao mesmo Wi-Fi: todos com o ecrã aceso, mas quase ninguém realmente a olhar nos olhos.
É estranho, não é? Estarmos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão sozinhos.
Há amizades que são sinal forte: mesmo à distância, não precisam de muitas palavras para funcionar.
Depois há aquelas que parecem instáveis: prometem muito, mas estão sempre a cair no momento em que mais precisamos.
E existem também os “crush-hotspot”: intensos, rápidos, fazem-nos sentir que temos o mundo inteiro no bolso… mas, de repente, gastam todos os nossos dados e deixam-nos no vazio.
Talvez crescer seja isto: aprender a distinguir redes falsas de conexões verdadeiras. Perceber que não vale a pena estar sempre à procura de sinal nos lugares errados, porque às vezes o que precisamos mesmo é do silêncio de estar offline.
E se calhar é nesse modo avião — quando desligamos o barulho e pousamos o telemóvel — que encontramos a ligação mais estável de todas: a que temos connosco.
Porque ninguém nos pode roubar a senha do nosso próprio coração.
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